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Cultura, dados e eficiência: a nova receita do Foodservice

  • Foto do escritor: Luiza Aché
    Luiza Aché
  • 17 de mai.
  • 3 min de leitura

Resultados do setor dependem, cada vez mais, da união entre forte cultura organizacional e uso intensivo de dados estruturados

 

O foodservice enfrenta uma de suas transformações mais profundas e velozes da história. O sucesso não está mais no sabor do prato: a capacidade de orquestrar dados estruturados, proteger as margens operacionais e ter a cultura como pilar contra a concorrência são aspectos essenciais para o sucesso dos negócios.

Essas foram algumas das conclusões do Future of Foodservice Forum, evento promovido pela GALUNION no primeiro dia da Missão Rocket Restaurant Show 2026, em Chicago. Em uma tarde de conversas com operadores e fornecedores do foodservice dos Estados Unidos, os participantes da Missão puderam entender o cenário americano e, a partir de análises do time de curadores da GALUNION, relacionar esses temas com a realidade das operações brasileiras.

 

Cultura e Liderança, os grandes diferenciais competitivos

Elementos tangíveis dos negócios, como identidade visual, estratégias de marketing e formulações de pratos, podem ser duplicados pelos concorrentes em questão de meses. Para Gregg Majewski, CEO da Craveworthy Brands, o único ativo verdadeiramente exclusivo e impossível de ser clonado é a cultura organizacional e o engajamento genuíno das equipes. Operações que ignoram o fator humano e focam apenas na gestão fria de custos e insumos tendem a ficar para trás, devido à rápida evolução do mercado.

Gregg Majewski, CEO Craveworthy Brands
Gregg Majewski, CEO Craveworthy Brands

Os líderes são os arquitetos da cultura; a cultura direciona os comportamentos dos colaboradores; e são esses comportamentos que geram os resultados financeiros”, explica Majewski.


Marcas detentoras de produtos excepcionais fracassam rotineiramente quando há carência de liderança. Por outro lado, marcas com localizações ou produtos medianos prosperam quando impulsionadas por uma cultura forte que motiva o time a ir além.


Gregg trouxe ainda dicas práticas para que os donos de operações em Foodservice possam aplicar esse valores e cultura, indicando que sistemas e processos bem estabelecidos e detalhados em operações e supply chain, bem suportados por um conjunto de tecnologias que removam a fricção no dia a dia, podem ser transportados para outras filiais de um grupo e ajudam a gerar margem desde o início.

 


Tecnologia e Inteligência Artificial (IA)

O painel composto por Skip Kimpel (CEO da Magicgate), Melissa Fahs (CCO da Coco Robotics), Anna Neave (Principal na The Good Kind) e Sam Stanovich (SVP Franchise Leadership na Craveworthy Brands), medido por Simone Galante (Fundadora e CEO da GALUNION) trouxe formas diversas que a tecnologia suporta, auxilia e direciona caminhos para o futuro do trabalho no setor.



A tecnologia não é mais um vetor de inovação: é uma condição obrigatória de sobrevivência mercadológica. O consumidor está confortável com o uso de IA para acelerar o recebimento de pedidos, ao mesmo tempo em que aceitam o uso da tecnologia para otimizar programas de fidelidade e personalizar o atendimento.


No entanto, tecnologia sem estrutura pode levar ao fracasso. “O sucesso de qualquer aplicação de IA está condicionado à qualidade e à governança da infraestrutura de dados. É preciso primeiro fazer a lição de casa, limpando os dados, antes de avançar”, comenta Skip Kimpel, CEO da Magicgate.


Daniel Castello, Diretor Associado e Head Digital GALUNION
Daniel Castello, Diretor Associado e Head Digital GALUNION

“O mercado brasileiro ainda sofre com uma assimetria de integração. A maior parte dos softwares de Ponto de Venda (PDV) fornece dados de vendas estruturados de forma nativa via API, mas outros sistemas operam isolados e dificultam análises complexas”, analisa Daniel Castello, diretor associado e head digital da GALUNION.


Dados consolidados do Radar Tech Foodservice Brasil, da GALUNION, demonstram a existência de um “delta de desempenho”. Marcas que usam ferramentas integradas para direcionar sua gestão têm resultados muito superiores às que ainda dependem de processos manuais, planilhas isoladas ou tomadas de decisão descentralizadas. “A eficiência operacional ganhará urgência com a reforma tributária. E nesse período de transição, será preciso operar em um modelo híbrido, convivendo com novas e velhas regras. Somente sistemas robustos e ágeis evitarão erros fiscais que afetem a rentabilidade”, finaliza Castello.

 





 
 
 

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